Microtendências da internet em 2010
Para criar um diferencial frente aos concorrentes, preste atenção nas atividades de pequenos grupos com potencial de provocar grandes transformações É fácil acompanhar as principais tendências da internet no Brasil. Órgãos públicos, associações do comércio e indústria, agências de publicidade e companhias de tecnologia realizam constantes pesquisas sobre a web e divulgam seus principais resultados na imprensa. É assim que ficamos sabendo que o Brasil já possui 68 milhões de internautas, que o comércio eletrônico teve vendas de R$ 1,6 bilhão no Natal e que as redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter já são usadas por 45,5 milhões de pessoas.
São informações valiosas para você desenhar o cenário de mercado e planejar seus investimentos em marketing digital. Mas se o objetivo é criar diferenciais para estar à frente dos concorrentes, fique atento também às microtendências. Veja as atividades de pequenos grupos com potencial de provocar grandes transformações na forma como usaremos a web nos próximos anos.
Microtendência é um fenômeno restrito a menos de 1% da população, mas que é capaz de influenciar fortemente toda a estrutura de um país (ou mesmo do mundo). O fenômeno ganhou popularidade com o livro “Microtrends: The Small Forces Behind Tomorrow´s Big Changes” (Microtendências: as pequenas forças por trás das grandes mudanças de amanhã). Para comprovar sua tese, o autor Mark Penn, profissional da área de pesquisa de mercado nos EUA, levantou 75 microtendências ocorridas em seu país, sendo uma das principais o papel preponderante de uma minoria religiosa na reeleição do presidente George Bush em 2004.
Já é possível detectar microtendências na internet brasileira, ou seja, o comportamento de minorias com potencial de mudar os hábitos da maioria. Abaixo, listei sete que deverão influenciar o uso da web em 2010, tanto em relação aos consumidores quanto às empresas.
Destacamos o Fim da supremacia do “clique”
Uma das principais formas de mensurar os resultados das campanhas de publicidade online sempre foi o custo por clique (CPC), o valor pago pelo anunciante sempre que um internauta clica em seu anúncio. Porém,um estudo recente realizado pela ComScore, especializada em métricas de internet, revelou que um banner ou anúncio, mesmo não clicado, influencia diretamente nas vendas por meio da exposição da marca. A pesquisa mostrou que os banners aumentaram as vendas dos varejistas norte-americanos em 22%, mesmo com baixas taxas de cliques. Estes dados confirmam a opinião de um pequeno grupo de profissionais de publicidade e propaganda, que há tempos defendem novas formas de avaliar os resultados do marketing digital.